Como SEO ajudar na cobertura da jornada de compra no e-commerce

Como o SEO ajuda a cobrir a jornada de compra no e-commerce?

Entenda como os esforços de SEO podem e devem cobrir toda a jornada de compra de um e-commerce nos dias de hoje....

Antes de clicar em “comprar”, seu cliente faz uma série de buscas. 

Ele pesquisa coisas associadas a demanda dele, pesquisa lojas e marketplaces, navega entre categorias, compara alternativas e agora pode usar a IA para ajudar na resolução objeções (frete, tamanho, garantia, qual é o melhor produto para a necessidade específica dele) e em todas as etapas.

Se o seu e-commerce não aparece em nenhuma dessas buscas, você está terceirizando a decisão de compra para concorrentes, marketplaces, sites de conteúdo e IA sem acesso aos seus dados.

A busca mudou e a jornada de compra também

Estamos passando por grandes mudanças na forma como buscamos produtos e informações. 

Não só pela IA, mas também pela quantidade de estímulos e opções que temos ao buscar.

Até pouco tempo, era possível ter uma jornada mais previsível: o cliente buscava no Google, via uma lista de links e clicava nos que pareciam mais relevantes e repetia o ciclo até tomar a decisão. 

Hoje, existe uma camada de inteligência artificial entre o seu site e o cliente que resume e indica informações que podem ser páginas, vídeos, conteúdos de rede social, etc.

Isso acontece em frentes simultâneas:

Google AI Overviews

O Google exibe respostas geradas por IA no topo e no meio (nos snippets People also ask) de muitas buscas. Segundo dados do Semrush, que analisou cerca de 10 milhões de palavras entre Janeiro e Novembro de 2025, as AI Overviews aparecem em média para 16% das buscas feitas mas em períodos de pico pode atingir 25%.

Gráfico que mostra o percentual de palavras que acionam as AI Overviews ao longo de 2025 através de uma pesquisa feita com uma base de mais de 10 milhões de palavras.
Imagem por Semrush

ChatGPT, Perplexity, Bing Copilot

Consumidores estão usando chatbots de IA para pesquisar produtos, comparar alternativas e tirar dúvidas de forma conversacional. 

O ChatGPT já integra busca web e pode auxiliar você na compra dentro do próprio chat. O Perplexity vai além, com “Buy with Pro” e citações de fontes com links. 

Essas plataformas podem capturar uma fatia da jornada de compra que antes pertencia inteiramente ao Google. 

Apesar disso, de acordo com a pesquisa E-commerce Trends 2026, o Google continua sendo a principal fonte de pesquisa para produtos. 

De acordo com a pesquisa, o Google foi mencionado em 59% dos casos, enquanto o ChatGPT foi mencionado em 7%, demonstrando que para o Brasil, ainda não virou um comportamento padrão.

Na prática, para um e-commerce, essas fases se traduzem em alguns tipos de busca. E cada um deles exige tanto as estratégias de SEO clássico quanto otimização para o novo cenário de IA.

Possibilidade de busca 1: “O que existe dentro da categoria que estou buscando?”

O que o cliente normalmente busca aqui? Normalmente termos amplos e exploratórios. Ele ainda não decidiu o produto ou modelo específico, apesar de já saber a categoria. Então, de certa forma ele está entendendo o mercado.

Possíveis exemplos de buscas mais genéricas:

  • “tênis para corrida”;
  • “cadeira ergonômica escritório” ou “cadeira para escritório”;
  •  “ar-condicionado split 12000 btus”.

O que o SEO faz aqui?

Garante que suas páginas de categoria e subcategoria apareçam para essas buscas. Isso exige:

  • Arquitetura de site bem organizada, com categorias, subcategorias e breadcrumbs que ajudem os crawlers e o usuário a entender sua taxonomia. De acordo com a documentação do Google Search Central sobre estrutura de site, links internos claros e hierarquia lógica são fundamentais para que o Google descubra e entenda suas páginas.
  • Conteúdo útil na página de categoria, não apenas uma grade de produtos. Um texto introdutório que oriente a escolha (critérios, diferenças entre tipos, para quem serve cada linha) transforma a categoria de uma “vitrine muda” em uma página que ajuda o usuário no processo de compra.
  • Controle inteligente de filtros e facetas, criando landing pages indexáveis apenas para combinações que têm demanda real de busca, sem gerar milhares de páginas duplicadas ou de baixa qualidade.

O que muda com a IA?

Quando alguém busca “melhor tipo de colchão para dor na coluna”, o Google AI Overview pode gerar uma resposta completa com tipos, características e até links para produtos — tudo sem que o usuário precise clicar em uma página de categoria. 

Para não perder essa visibilidade:

  • Crie conteúdo com profundidade e ângulo editorial próprio que a IA considere digno de citar como fonte. Não pense somente em páginas de categoria. Para essas situações um blog pode e deve ajudar muito.
  • Garanta que o conteúdo seja acessível em HTML limpo, sem depender excessivamente de JavaScript para renderização. Tanto crawlers quanto modelos de IA precisam ler o conteúdo facilmente.
  • Invista em marca (brand building): dados do Messy Middle do Google mostram que familiaridade com a marca influencia a preferência. Em AI Overviews, marcas conhecidas tendem a ser mais citadas.

Por que isso importa para o gestor?

Se sua categoria não aparecer no Google (nem nos links tradicionais, nem como fonte citada nas AI Overviews), o primeiro contato do cliente será com um concorrente ou marketplace. Você perde o topo do funil inteiro.

Possibilidade de busca 2: “Esse produto me atende?”

O que o cliente normalmente busca aqui: Termos específicos. Ele já tem um produto (ou poucos) em mente e quer detalhes.

Possíveis exemplos de buscas mais específicas:

  • “Nike Pegasus 40 masculino”;
  • “geladeira frost free 410l inox”;
  • “sofá retrátil de 3 lugares suede cinza”.

Note que o cliente já tem noção do produto que quer e só falta decidir onde, quando ou como comprar.

O que o SEO faz aqui?

Faz sua página de produto (PDP) ranquear e se destacar visualmente no Google com informações ricas. Isso exige:

  • Conteúdo completo na PDP: descrição que responde as perguntas reais do comprador, especificações técnicas, variações (cor, tamanho, voltagem), imagens de qualidade e, quando possível, vídeo. De acordo com a pesquisa E-commerce Trends 2026, aqui no Brasil, informações incompletas na PDP são uma das causas de desistência de compra.
  • Dados estruturados (Schema.org): marcação de Product, Offer (preço, disponibilidade), AggregateRating e Review. Essas marcações habilitam resultados enriquecidos (aqueles que mostram preço, nota, disponibilidade diretamente na SERP) o que aumenta a taxa de clique e passa credibilidade antes mesmo do acesso ao site. Além disso, esses dados também ajudam na compreensão pelas IAs.
  • Avaliações reais de clientes na PDP e marcadas com dados estruturados. Funcionam como prova social na página e como diferencial visual no resultado de busca.

O que muda com a IA?

AI Overviews para buscas de produto específico frequentemente puxam dados do Google Shopping Graph, que é um banco com bilhões de listagens de produtos atualizado em tempo real (por isso é importantíssimo ter os dados estruturados). 

Preço, disponibilidade, avaliações e especificações aparecem diretamente na resposta da IA, muitas vezes com carrosséis de produtos clicáveis.

Google Merchant Center atualizado e feeds de produto impecáveis se tornaram obrigatórios, não opcionais

Título otimizado, preço correto, disponibilidade em tempo real, imagens de alta qualidade, GTINs/EANs. O Shopping Graph alimenta tanto o Google Shopping quanto as AI Overviews.

Dados estruturados Product/Offer rigorosos e sempre sincronizados com o feed do Merchant Center. Inconsistências (preço diferente no Schema vs. feed vs. página) prejudicam elegibilidade para resultados enriquecidos e respostas de IA.

Reviews com volume e recenticidade: a IA dá peso a produtos com avaliações reais e recentes. Estimular reviews pós-compra deixou de ser “nice to have”. 

Por que isso importa para o gestor?

Uma PDP que ranqueia bem, mostra preço + nota + disponibilidade no Google e ainda é puxado para respostas de IA tem uma vantagem enorme. 

A decisão de clicar (ou comprar) acontece cada vez mais antes de chegar ao site e quem alimenta a IA com os melhores dados, aparece.

Possibilidade de busca 3: “Qual é a melhor opção para mim?”

O que o cliente normalmente busca: termos de confronto e seleção. Ele quer decidir entre alternativas.

Exemplos de busca nesse sentido: 

  • “Pegasus 40 vs Ultraboost 23”;
  • “melhor cadeira ergonômica até 2000 reais”;
  • “top 5 aspiradores robô custo-benefício”;
  • “vale a pena comprar [produto]?”.

O que o SEO faz aqui?

Cria um tipo de conteúdo/página que não é nem categoria nem PDP. São páginas informativas com foco em comparação de produtos, seleção de produtos e demais pontos que servem como um empurrão para quem já está quase decidido da compra. Isso exige:

  • Guias de compra e comparativos com critérios claros, tabelas de prós e contras, recomendações por perfil de uso. A ideia não é indicar o produto mais caro e sim o ajudar na escolha de acordo com o contexto de compra dele.
  • Alinhamento com as diretrizes de Product Reviews do Google, que valorizam experiência real com os produtos, evidências (fotos próprias, testes), análise de pontos fortes e fracos, e comparação com alternativas relevantes. Conteúdos rasos do tipo “lista genérica com descrições copiadas” ou listas mais voltadas para autopromoção tendem a perder relevância.
  • Linkagem estratégica, onde o comparativo aponta para as PDPs dos produtos mencionados, as PDPs podem apontar para o guia (“não sabe qual escolher? veja nosso comparativo”). Essa malha de links internos distribui autoridade e cria um ecossistema de conteúdo coeso que além de ajudar o cliente na compra, mantém a marca bastante ativa na cabeça do consumidor.

O que muda com a IA?

Esta é a etapa mais impactada pela inteligência artificial. Buscas como “X vs Y” ou “melhor [produto] para [uso]” são exatamente o tipo de pergunta que AI Overviews, ChatGPT e Perplexity respondem com fluência, gerando tabelas comparativas automáticas, prós/contras e recomendações. 

  • Aplique princípios de GEO (Generative Engine Optimization): pesquisas acadêmicas (como o paper “GEO: Generative Engine Optimization” de pesquisadores de Princeton/Georgia Tech/IIT Delhi) indicam que conteúdo com citações de fontes, dados quantitativos, linguagem fluida e estrutura clara têm maior probabilidade de ser selecionado por modelos generativos como fonte.
  • Crie comparativos com opinião embasada, experiência demonstrada e estrutura clara (tabelas, headers bem definidos, conclusões por perfil de uso). A IA precisa de conteúdo “citável”, nem que para isso precise ter conteúdos feito com especialistas no nicho.
  • Monitore visibilidade em AI Overviews: ferramentas como Semrush, Ahrefs, SE Ranking e BrightEdge oferecem tracking de menções em AI Overviews. Acompanhar se seu conteúdo é citado (e para quais termos) se torna tão importante quanto acompanhar posições tradicionais.

Por que isso importa para o gestor?

Se o seu e-commerce não tem conteúdo de comparação, quem vai “educar” o cliente são blogs de terceiros, influenciadores, concorrentes ou a própria IA, usando fontes que você não controla. 

Pior: em respostas de IA, a comparação pode ser feita sem que o usuário visite nenhum dos sites. 

Possibilidade de busca 4: “Tem algo que me impeça de comprar?”

O que o cliente normalmente busca: Termos de validação e redução de risco. Ele está quase comprando, mas precisa de uma última confirmação.

Exemplos: 

  • “[loja] é confiável?”;
  • “tabela de medidas [produto]”;
  • “política de troca [loja]”;
  • “como funciona a garantia”;
  • “prazo de entrega para [cidade]”;
  • “como instalar [produto]”;
  • “[produto] compatível com [modelo]?”;
  • “como limpar [produto]?”.

O que o SEO faz aqui?

Garante que essas dúvidas sejam respondidas dentro do seu domínio, não em um Reclame Aqui ou fórum externo. Isso exige:

  • Políticas indexáveis e bem escritas: troca e devolução, frete e prazos, garantia, formas de pagamento, segurança de dados. Não basta ter um PDF escondido no rodapé. Essas páginas precisam ser encontráveis por busca.
  • FAQ de produto e informações úteis para quem compra: cada pergunta recorrente no SAC é uma oportunidade de conteúdo SEO. “Qual tamanho escolher?”, “funciona em 110v e 220v?”, “o que vem na caixa?”, “camiseta da [marca] encolhe?” são buscas reais que podem ser respondidas em páginas de produto ou conteúdos de blog. Quando elas são respondidas no seu domínio, podem eliminar dúvidas de compras e reduzir devoluções.
  • Sinais de confiança e transparência (E-E-A-T): segundo as diretrizes de conteúdo útil do Google, demonstrar experiência, expertise, autoridade e confiabilidade é especialmente importante em contextos de transação. CNPJ visível, endereço, canais de atendimento, selos, certificações, reviews reais. Isso tudo contribui para o Google (e para o cliente) avaliar se o site é confiável.

O que muda com a IA?

Buscas como “[loja] é confiável?” ou “política de devolução [loja]” são cada vez mais respondidas diretamente pelo Google (AI Overview, painéis de conhecimento) ou por chatbots. Se a informação não vem do seu site, vem do Reclame Aqui, de fóruns ou de outras fontes que você não controla.

Garanta que suas páginas de política, FAQ e guias de compatibilidade estejam em HTML acessível, com linguagem direta e estrutura de perguntas/respostas que a IA possa facilmente extrair e citar.

Gerencie proativamente a reputação em fontes externas que alimentam a IA, como Google Business Profile, Reclame Aqui, Trustpilot, avaliações no Google Shopping, Reddit, etc. Esses dados são insumos diretos para as respostas geradas.

Crie conteúdo de “pré-objeção” dentro das próprias PDPs ou em conteúdos de blog. Se a IA vai responder “a loja X tem boa política de troca?”, o ideal é que a resposta venha do seu conteúdo, com clareza e provas.

Por que isso importa para o gestor?

Uma pesquisa do Baymard Institute mostram que custos inesperados, políticas de devolução pouco claras e falta de informação sobre entrega estão entre os maiores motivos de abandono de carrinho. No cenário de IA, a objeção pode ser resolvida (ou criada) antes do usuário chegar ao seu site. 

Tipos de página por etapa, considerando IA

Tipo de busca

Tipo de página/conteúdo

Schema recomendado

Camada de IA: o que adicionar

Categoria

Página de categoria e subcategoria

BreadcrumbList, ItemList

Conteúdo editorial citável, HTML acessível, brand building

Produto

PDPs, conteúdos de blog e FAQ

Product, Offer, AggregateRating, Review, BlogPost ou Article, FAQPage

Merchant Center/feeds impecáveis, Shopping Graph, reviews recentes e em volume

Comparação

Conteúdos de blog e vídeos 

Article ou BlogPost, Review (quando aplicável)

Conteúdo com estrutura e dados que LLMs queiram citar (GEO), monitoramento de AI Overviews

Objeção

FAQ, conteúdos de blog, políticas claras e vídeos

FAQPage, Article ou BlogPost

Reputação em fontes externas, FAQ em HTML limpo, gestão de narrativa em plataformas que alimentam IA

O que muda quando você cobre a jornada inteira?

Quando suas páginas estão presentes em todos os 4 tipos de busca,  você:

  • Captura demanda que antes ia para outros canais, como blogs, marketplaces, concorrentes, redes sociais. Cada busca respondida no seu domínio é uma oportunidade a menos para a concorrência.
  • Reduz o custo de aquisição, pois o tráfego orgânico que chega em diferentes momentos da jornada diminui a dependência de mídia paga para “resgatar” o cliente que já pesquisou em outro lugar.
  • Tende a aumentar a taxa de conversão porque o cliente que encontra categoria, PDP, comparativo e FAQ no mesmo site constrói familiaridade e confiança com a marca antes de comprar. O Google chama isso de “mere exposure effect” na pesquisa do Messy Middle: a simples exposição repetida à marca em diferentes momentos da jornada aumenta a preferência por ela.
  • Se posiciona como fonte para a IA. Isso se torna um ativo competitivo cada vez mais valioso. Enquanto concorrentes perdem tráfego para respostas automáticas, seu e-commerce é a fonte que a IA cita, recomenda e linka. Isso não substitui o tráfego orgânico direto mas garante que, mesmo quando o clique não acontece, sua marca está na resposta.

O conceito central: Search Engine Optimization + IA

A mudança prática para o gestor de e-commerce é esta:

  • SEO clássico garante que você ranqueie nas buscas.
  • AEO / GEO garante que você seja a fonte citada quando a IA gera a resposta.

As duas coisas não são excludentes. Elas se complementam. O SEO técnico bem feito (dados estruturados, velocidade, acessibilidade, conteúdo de qualidade) é, na verdade, o pré-requisito para ser considerado pela IA. Mas agora é preciso ir além:

  • Pensar no conteúdo como insumo para modelos de linguagem, não apenas para crawlers.
  • Monitorar onde você aparece: não só ranking, mas citações em AI Overviews e LLMs.
  • Alimentar o ecossistema de dados do Google (Merchant Center, Shopping Graph, Reviews) de forma proativa e consistente.
  • Construir marca e autoridade que façam a IA “preferir” citar você, pois relevância, confiança e recenticidade dos dados são critérios que tanto algoritmos clássicos quanto modelos generativos valorizam.
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Victor

Victor Baptista é CEO da Bridge SEO, consultoria brasileira especializada em SEO. Possui mais de 15 anos de dedicação ao mercado digital e mais de 8 dedicados especificamente a SEO. Quando não está envolvido com SEO, está com a família, consumindo conteúdo de esporte, bebendo café ou estudando alguma coisa nova.

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